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Apontar as próprias falhas pode ser uma maneira saudável de aumentar a autoconsciência e alcançar melhorias, mas também pode ser uma barreira para a autoestima e a paz de espírito. Em excesso, nos tornamos autocríticos.

A autocrítica é a tendência de se avaliar com severidade. Pessoas autocríticas estão sempre examinando a si mesmas e seu desempenho na maioria das áreas de sua vida, têm muito medo do fracasso e da rejeição, sentem muita culpa, costumam priorizar as conquistas em vez da conexão social, tendo dificuldade em se relacionar de forma mais íntima.

Uma autoestima saudável nos ajuda a enfrentar a realidade, pensar racionalmente sobre o motivo do fracasso e resolver problemas em vez de nos culparmos e desistir.

A autocrítica abala a autoestima, que por sua vez pode afetar diversas áreas de nossas vidas: um estudo mostrou que pessoas com autoestima alta costumam atribuir o fracasso em provas a fatores como não estudar bastante, ou a não se dedicar tanto na matéria que caiu. Por outro lado, pessoas com baixa autoestima costumam se achar "estúpidas" e acreditar que provavelmente também falharão em todos as provas futuras.

Não tenha vergonha de suas lutas e dores. "A vergonha corrói aquela parte de nós que acredita que somos capazes de mudar." - Brené Brown

Tente substituir pensamentos do tipo "eu sou feia/feio/horrível/uma bagunça" ou "eu não sou uma boa mãe/pai/filha/ filho" por "estou aprendendo a ser mais gentil comigo mesmo", "eu sou uma pessoa gentil", "estou fazendo o melhor que posso agora", e "estou comprometido em melhorar".

Ao fazer uma autoavaliação saudável para substituir a autocrítica, aprimoramos as conexões neuronais em nosso cérebro para nos engajarmos em uma autoavaliação saudável, criando e fortalecendo novos padrões em nosso cérebro, levando a novos hábitos em nossos pensamentos, sentimentos e comportamentos.

Parar com pensamentos autocríticos não é algo que possa ser mudado da noite para o dia. Identificar e se lembrar dos seus pontos fortes pode te ajudar a recuperar a confiança. (Texto de Thiago Sian)

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